quinta-feira, 25 de novembro de 2010

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Síntese do texto:
ENSINO E AVALIAÇÃO: UMA RELAÇÃO INTRÍNSECA À ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
Ilma Passos Alencastro Veiga

Se a aprendizagem é vista como o resultado do processo de ensino, consequentemente, a avaliação é parte integrante desse processo. A vinculação da avaliação com a atual organização do trabalho pedagógico significa concebê-la como um dos elementos constitutivos do processo de ensino fundamentado na lógica do controle técnico e da fragmentação. Nesse sentido, ela é um poderoso instrumento nas mãos do professor para selecionar, rotular, classificar e controlar. Essa concepção é bem ilustra- da no texto a seguir:
Na escola, aprende-se a estar constantemente preparado para ser medido, classificado e rotulado; a aceitar que todas as nossas ações e omissões sejam suscetíveis de serem incorporadas a nosso registro pessoal; a aceitar ser objeto de avaliação e inclusive desejá-Io. (Enguita 1989, p. 203)
Repensar qualquer um dos aspectos que envolvem a avaliação ( concepção, modalidades, funções, instrumentos etc. ) exige uma reflexão da escola como um todo e suas relações com o contexto social mais amplo.
E, para concluir, vale acrescentar que cabe a nós, educadores, buscar uma avaliação que contribua efetivamente para a formação integral do educando e possibilite sua participação na sociedade com direito à cidadania.
As práticas avaliativas no âmbito de um projeto político-pedagógico da escola voltado para a emancipação humana assumem o seu verdadeiro papel de instrumento diagnóstico para o crescimento. Nesse sentido elas contribuirão para a redução das altas taxas de evasão e repetência nas escolas.
Considerando a avaliação dessa forma, é possível enfatizar dois pontos fundamentais. Primeiro, a avaliação é um processo dinâmico que qualifica e oferece subsídios ao projeto político-pedagógico. Segundo, ela imprime uma direção às ações dos professores e dos alunos.

 

domingo, 24 de outubro de 2010

PLANEJAR: O CAMINHO PARA BOA AULA

Cinco Pontos Principais do Texto que o grupo achou importante:

1. O planejamento é um processo. Ele deve ser alterado (sempre), de acordo com as necessidades da turma.
*O planejamento so funciona se considera a realidade da sala de aula. O planejamento é um processo contínuo, pois o professor pode adequar o seu plano de aula a realidade de diversas turmas.

2. Estudar muito para ensinar bem.
* Só ele pode ensinar aquilo que se sabe.
* É preciso saber como ensinar.

3. Importância de trabalhar em conjunto com os colegase com os alunos.
* É preciso trocar idéias.

4. Preocupar-se em fazer ligações entre as atividades.

5. Planejar é uma oportunidade de pensar em formas de motivar os alunos, inclusive nas turmas mais difíceis.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Segunda visita- Colégio Central

 

ENTREVISTA
Professora de Dança há dois anos no Colégio Central, formada pela Universidade Federal da Bahia em 1996: Clarice
 
 
- Como planejar prática
* Divide o ano em duas turmas para trabalhar dança e artes.
Trabalha com elementos da dança (tempo, espaço, movimento, forma, ritmo)
Leva pra sala videos para pensar e ter conhecimento na teoria.
Produção, análise e contextualização

-Forma de avaliação
* EM SALA:  uma apresentação
(Mas para preparar para o Enem que vai cair dança ela também está aplicando prova escrita no modelo do Enem.)

-Relação com a escola, professor e coordenação
* Não tem orientação pedagogica
Os professores fazem o papel de coordenador
Diretor valoriza a área de dança e artes
Uma boa relação com escola e outros professores
Fácil diálogo

-Dificuldade dos alunos
* Alguns demonstraram dificuldades no inicio por preconceito ou por medo da exposição
Trazem problemas de casa para sala mas Clarice diz: " professor não é psicologo"
Se o aluno se sente confortavel ele expõe os problemas
Mas arte não é terapia
Os professores estão ali para levar conhecimento e propor coisas diferentes.

-Dificuldade na área
* Espaço fisico
* Entendimento dos outros com a dança
* Os rotulos criados pelos alunos

- Como ocorre a docência
* No começo não era satisfatório por não trabalhar especificamente com dança, antes era teatro
Hoje já se consegue trabalhar com dança
Clarice diz:  "agora se dá gosto ensinar"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Visita ao Colégio Central 16/09/2010


                                                              Diretor: Jorge Nunes
                                              (desde de 2007, antes ele era professor de Física)

* 47 salas sem ser adaptadas, nem todas são utilizadas. Redução de turmas para 30.



* 2 salas sendo reformadas para dança e teatro, colocando piso e espelho.



* 2 Laboratórios de Química



* 2 Laboratórios de Física

* 2 Laboratórios de Biologia



* 2 Laboratórios de Informática

* 1 Auditório de 220 lugares e 1 Anfiteatro













* 1 Conjunto de banheiro por pavilhão, sendo que no total são 7 pavilhões no colégio.

* 2 Quadras Esportivas, sem cobertura.


* 1 Acervo


* 1 Salão Nobre


* 1 Biblioteca


* A Escola não têm acessibilidade, porém só no primeiro andar que encontramos um pouco de acessibilidade.




*PPP E PIBID

-  Não têm PPP

- O diretor tenta eleger uma comissão para implantar o PPP na escola, porém ele acha que não encontra um seguimento e organização de professores, alunos, pais e funcionários.

- Professores resistentes ao PPP:
  " Eu me recuso a discutir um texto de uma pessoa do Sul que não sabe nada da Bahia"
( Fala de um dos professores em reunião sobre um texto indicado pelo diretor para iniciar no processo do PPP)

- PIBID com UFBA e UNEB

- Não têm como disciplica a Dança, mas há uma divisão das artes: dança, teatro, música e artes visuais.

- Matriz curricular unificada para as redes públicas 2010.

- Acabou com a semena de provas devido a falta de professores nas datas das provas.

- O diretor sempre vai com uma proposta de novo projeto para reuniões e ele fala:

"Se não aceita a proposta que eu tenho e não tem outra alternativa eu não aceito e continuo com a minha idéia"


* 80 Professores e nem todos são Licenciados
- O quadro de professores não está completo, falta professores de Sociologia e Geografia. O diretor afirma que falta professores licenciados nessas materias para completar o quadro.





sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Realidade do Ensino em cada Curso: Problemáticas

*Filosofia:
- Disparidade do conteúdo teórico para realidade escolar
- Não há parâmetros
- Preconceito
- Dificuldade de leitura e interpretação
- Carga horária reduzida
- Falta de organização curricular

* Ciências Sociais
- Carga horária reduzida
- Desvalorização do curso
- Falta de formação específica
- Dificuldade de leitura e interpretação


* Química
- Desvalorização da licenciatura
- Falta de professores formados
- Dificuldade de abstração
- Incompreensão dos modelos
- Descontextualização
- Curriculo


* Dança
- Preconceito
- Desvalorização do curso
- Carga horária reduzida
- Poucas escolas oferecem o curso
- Espaço inadequado
- Profissionais não licenciados


* Letras (Vern.)
- Dificuldade de leitura e interpretação
- Função prática da gramática
- Matérias didáticos padronizados e ultrapassados
- Separação entre língua e literatura
- Não há ensino de literatura nas escolas


* Letras (Língua Est.)
- Falta de interesse dos alunos
- Como ler e interpretar um Lingua Estrangeira se ele não faz em Português?
- Diferenças entre conhecimentos em sala
- Preço do material didático
- Inglês dos EUA e Inglaterra x de outros lugares
- Acesso dos professores em formação aos metodos a serem usados

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional

17. TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002.


SABERES DOCENTES E FORMAÇÃO PROFISSIONAL

A formação e os saberes dos professores são temas afins, amplamente discutidos nas esferas acadêmicas e governamentais, já que se compreende cada vez mais a importância do educador para a formação de sujeitos participantes de um mundo globalizado e exigente. As pesquisas sobre este tema apontam para uma revisão da compreensão da prática pedagógica do professor, que é tomado como mobilizador de saberes profissionais, considerando que em sua trajetória, o professor constrói e reconstrói seus conhecimentos conforme a necessidade de sua utilização, suas experiências, seus percursos formativos e profissionais. De acordo com o texto, o professor deve se apropriar dos diferentes saberes (técnico, pedagógico e experimental) para sua pártica docente. O que sempre ocorreu, e ainda ocorre, é uma separação desses saberes. De acordo com o autor, o professor ideial, deveria ser alguém conhecedor de sua disciplina e seu programa, além de possuir certos conhecimentos relativos às ciências da educação e à pedagogia e desenvolver um saber prático baseado em sua experiência cotidiana com os alunos.
A articulação entre a prática docente e os saberes, fazem dos professores um grupo social e profissional cuja existência depende de sua capacidade de dominar, integrar e mobilizar tais saberes enquanto condições para sua prática.